terça-feira, 9 de agosto de 2011

Belém. Ilha do Marajó, uma ilha de fauna e flora da amazônia


Ilha do Marajó e a maior ilha fluviomarinha do mundo, banhada pelo oceano Atlântico e pelos rios Amazonas e Tocantins ela se dividide em 12 municípios, formando um cenário perfeito para quem queriser conhecer as matas, rios, campos, mangues e igarapés desse pedaço de selva amazônica.
Pra chegar até esse pequeno paraiso, tomamos a barca no porto de Belém e navegamos por certa de 3 horas até chegarmos ao porto de  Camará - Salva Terra. Um pequeno passeio no lombo do búfalo - Ilha do Marajó PADe lá pegamos uma Vam e seguimos para Soure, para nos instalarmos no hotel O Casarão da Amazônia.
No dia seguinte, nossa primeira aventura por lá, foi logo cedo na Fazenda Araruna, onde o Gael conheceu de pertinho um búfalo. Aliás, ne Ilha do Marajó tem mais búfalo do que pessoas. Considerado o símbolo da ilha, eles ficam espalhados por todo o canto e são usados como táxi e montaria para a polícia.
A tarde, foi a vez de conhecermos a Fazenda São Jerônimo, onde andamos de charrete (puxada por um búfalo, claro) até a praia da fazenda.







A paisagem é linda. Caminhamos por ela em direção a uma trilha suspença que passa pelo mangue. Trilha na fazenda São Jerônimo - Ilha do Marajó - PAUm emaranhado de raíses que proporcionam uma paiságem única.
Ao final dessa trilha, embarcamos numa canoa e seguimos subindo o rio, num ritmo tranquilo, apreciando a rica paisagem amazônica.
Filhote, nessa altura do campeonato já tava no colo, mamado e, depois, tirando um cochilo bem gostoso.
Final do passeio de barco é o início da trilha que nos leva de volta à sede da Fazenda. O passeio todo dura de 2 a 3 horas. Nosso filhote está com 1 ano e 6 meses. já come comida e ainda mama no peito, então, para passeios longos assim,  o ideal é levar uma comidinha (dessas de vidrinho mesmo) do gosto do filhote e água. De resto, colo de pai e mãe e, claro, um mamazinho de vez em quando.

Apresentando o Curtume Art Couro - Ilha do Marajó PANo dia seguinte foi a vez de conhecer os arredores de Soure. Lá, uma parada obrigatória é o Curtume Art´Couro Marajó. O proprietário recebe super bem quem chega por lá e logo apresenta ao visitante todo o funcionamento do curtume; o tratamento da pele, o tingimento, a secagem… tudo até o produto final, que podem ser sandalinhas, casacos, botas, bolsas, tudo com o legítimo couro de búfalo, claro.
De Soure, seguimos para Salvaterra. Ficamos na pousada Ventania, que fica na praia (de rio). Pousada bem charmosa mas que não tem água quente. Para o banho do filhote tivemos que providenciar, uma panela de água quente. Para as crianças tudo vira brincadeira, se soubermos como lidar bem com os imprevistos.
A noite fomos assistir a uma apresentação de um grupo folclórico da região. Carimbó, Sirie e a Dança do Boto foram o repertório. O Gael adorou, mesmo morrendo de sono, não se deixou vencer e assistiu até o fim.


Vista privilegiada para o café da manhã - Salvaterra - Ilha do Marajó PANo dia seguinte, um café da manhã com uma vista maravilhosa da praia e a baía de marajó.
A Ilha toda oferece uma infinidade de atividades junto a natureza. Há uma quantidade enorme de guarás - ave típica de penas vermelhas. Lá é possível também fazer a focagem de jacarés, além dos deliciosos passeios de barco pelos igarapés.
Os fãs dos esportes de aventura podem curtir de caminhadas na selva, rafting até ciclismo pelas praias.
A gastronomia também é uma atração na Ilha do Marajó, que tem a carne de búfalo como carro chefe. O prato mais apreciado é o Filé Marajoara, servido com mussarela de búfala derretida. Claro que os peixes não são esquecidos na mesa do marajoara. Experimente o caldo de turu, um molusco típico do mangue; e as suculentas peixadas.
A Ilha do Marajó também é reconhecida pela sua herança mais rica deixada pelos índios: Acerâmica marajoara. Com seus grafismos estilizados que também decoram as casas dos ilhéus, essa arte ganhou destaque até na Europa.
Ficou com vontade de conhecer tudo isso e mais um pouco? Então programe-se para essa viagem. Escolha bem a época, já que calor e chuvas são comuns no Pará e se intercalam no calendário. No primeiro semestre chove quase todos os dias, alagando campos e florestas e impedindo  algumas travessias. Nessa época é difícil ver a variedade da fauna, como os guarás, por exemplo.
Dizem que a temperatura fica mais amena nessa época. Bobagem; é quente e abafado do mesmo jeito.
No resto do ano, no período de seca, os termômetros batem facilmente os 40 graus. A vantagem é que a água já baixou e fica mais fácil circular pela região.
O melhor mês para visitar a ilha é em julho, mas prepare-se para o grande número de turistas que lotam a orla da praia do Pesqueiro.
Sempre leve o protetor solar e repelente… e use ambos, principalmente nas crianças.

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